quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Sobre gordices elaboradas: Brownie de nutella, calda de frutas vermelhas e sorvete de frutas caseiro

(sobre estar ultra sumida, não digo nada... comer a gente come todo dia, já blogar...)

Ando sim muito adepta da "comida rústica". Na base desse super novo conceito, a confiança no sabor dos alimentos: muito legume no vapor, algumas ervas frescas, pouco sal e uma boa dose de prazer. Mas sigo fetichizando (favoritando, fotografando, anotando) um montão de receitas elaboradas para aquele dia com tempo e inspiração. Especialmente sobremesas...

Quando a causa é nobre, a vontade dá um gritinho lá no fundo do cotidiano de demandas infindáveis e listas de afazeres e damos um jeito. Para esses experimentos, o sítio dos meus pais tão próximo de SP, mas ao mesmo tempo tão distante dessa SP, possibilita aquela mudança na relação com o tempo que possibilita, por sua vez, muitas "artesanias culinarísticas". Meu pai tem todos os brinquedinhos (temperitchos e ferramentas) que uma cozinheira amadora como eu precisa para se divertir.

Sobre a causa: Festa na firma, final de um ano difícil (2014, o ano sem fim), amigos queridos com quem sigo a trabalhar e a nutrir afeto. Para a sobremesa, um prato de três partes, feito a muitas mãos: um brownie de nutella (receita da irmã chef, com execução da sobrinha chef e da tia que vos fala), uma calda de frutas vermelhas (clássico familiar de mamãe) e um sorvete caseiro bem incrível e multi-possibilidades-pra-toda-a-vida-amém (obra de papai).

Meus coleguinhas lamberam os beiços e repetiram vorazmente, adultos e crianças.

(Pura fotogenia.)

Receita do brownie
50 gramas de avelã
180 gramas de nutella
50 gramas de farinha de trigo
1 ovo
Mistura a nutella com o ovo até virar uma meleca só, depois incorpora a farinha e por último a avelã. Assa nas forminhas de muffin (aquelas de silicone que depois de produzir maravilhas ficam um mês na pia esperando alguém inspirado para encara-las).

Receita da calda de frutas vermelhas
Para 1 kilo de frutas 100 gramas de açúcar.
Fogo baixo, lento e persistente, produz uma calda bem espessa e cheirosa. Um pouco de hortelã ou vinho do porto vai zuper bem.

Receita do sorvete caseiro de frutas
Lá vamos nós com uma receita sem medidas. A base da cremosidade é a banana madura congelada, ela que dá a textura de sorbet. Não vai um grão de açúcar, lindo para as crianças, pequenas e grandes, nesse calor. Bota no processador (ou no liquidificador-ponta-firme - já quase queimei um fazendo esse sorvete) os pedaços das frutas congeladas (banana, morango, manga...) e finaliza com uma pimenta do reino moída na hora - coloca até dar uma "pinicadinha" no paladar.
[Dica: Quando as frutas tão maduras, a beira de perder, pico e coloco num pote no freezer. Quando der aquela vontade, bate e toma sorvetinho fresquinho.]

Junta tudo num prato e seja feliz!!!


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Xerém com calabresa

Vamos nós com receita delícia, rústica e sem precisão alguma pra ensinar... pra piorar não fui nem eu que fiz. Apreciei tão apreciadamente que acabei desejando posta-la. O fato da foto (!) ter ficado tão fidedigna à deliciosidade do prato também serviu como fator de estímulo para essa rápida postagem.

Esse prato se encaixa na categoria "melequinha gostosa", junto com todos os purês e escondidinhos e polenta e pudins e musses e danetes (na pressa cotidiana e no desespero lariquento). Foi feita pelo querido irmão-oriental-vagabundo Mine para todo o Dolores em pleno retiro espiritual, etílico e criativo neste janeiro. Aliás excelente receita para quilos de pessoas. Harmoniza com cerveja. Há!

Xerém com calabresa

O xerém deve hidratar antes do preparo e depois deve ser feito como arroz. Um bom refogado, água, tal e coisa. (Eu devia me envergonhar de postar receitas assim duvidosas.)

Daí vc refoga a calabresa com cebola, pimenta e bota uns tomates vermelhinhos pra fazer caldinho. Depois coroa com aquele cheiro verde fresquinho.

Sirva com o Xerém por baixo e o refogado de calabresa por cima.

Ah! Deve ficar delícia com carne seca desfiada, camarão, frango, tudo bem moiadinho e com caldinho para produzir aqueeeela simbiose.

Tá bom... talvez a foto aguce os apetites e justifique toda essa postagem nonsense.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Filme "O veneno está na mesa"

Mais um susto? Preparado?

Imperdível!

Merengue elaborado de fim de ano

Natal – minha síntese: Hohoho... hummm... humm... hum... blargh! Pou! Bum! Explode e morre!
Cruz credo! Santa comilança asquerosa batman.

O pior são os relatos dos menus, se é que se pode chamar a seleção alimentar das famílias de menu. Vão de lasanha, a feijoada, risoto, moqueca e todos os clássicos natalinos, tuuuuudu juuuuuuuntu agoooooora!

Aí que fiquei incumbida no natal da minha família de fazer uma sobremesa e fiquei caçando na internet algo que fosse lariquento e leve. Somado a esses dois adjetivos, queria algo que não usasse batedeira ou forno, por que tô sem os dois. Ou seja, mais uma receita para o “arsenal de rangos rústicos para quem tem pressa e apetite”.

Esse é muito “truqueiro”, chega a dar certa vergonha de postar como “receita”. Mas é bem delícia, foi super aprovado então recomendo.

(Aliás, ponto pra minha família que avançou 5 casas ao conseguir fazer um rango eclético mas dialógico – ui! - e, ao mesmo tempo, menos ogro e bem gostoso. Conseguimos fazer escolhas menos gordurentas para a família de gorduchos que somos... quem sabe o ano que vem conseguimos avançar mais 5 casas restringindo o número de pratos, por que no caso do resultado obtido, tudo tinha diferentes opções para se experimentar: uns 5 tipos de aperitivo, mais umas 5 saladas com 3 molhos diferentes, 3 carnes assadas... o que passando a régua levava ainda a melancolia gastronômica, a depressão estupefata e, por fim, a explosão grotesca.)

Acho que a sobremesa é algo como um...
Merengue chique de fim de ano

Pode ser montado num pote grande de vidro ou em pequenos recipientes individuais. É bacana que seja de vidro transparente que fica beeeem bonito e permite agregar o “chique” ao nome da receita.

Primeira camada: iogurte grego... … simples assim!
Segunda camada: frutas picadas. Na receita original, que achei e perdi em algum canto dessa internet, eram berries. Na minha recriação, a única coisa que achei dessas frutinhas pequeninas, roxas e caaaaras, foi mirtillo e essa foi a extravagância (aliás nunca tinha comido...). Coloquei ameixa, morango, uva sem caroço, tudo bem picadinho.
Terceira camada: suspiro quebrado.

(Pior é a pessoa enrolando e inserindo um monte de caractere pra fingir que a receita é elaborada.)

Achei bem deliciosa. Olhaí que bonitinha!



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rango Rústico do Lenhador - Molho de tomate caseiro incrementado

Nesse meio tempo, danei a cozinhar novamente. Bastante. O fato d'eu ter um blog causa certo frisson entre meus companheiros. Portanto tenho que honrar com as palavras que cá posto. Devo honrar tbm com o pai cozinheiro de mão cheia (especializado em petiscos variados), a irmã chef chique de cozinha e a vó Dona Benta amada e saudosa. Toda uma tradição a se remeter. Tem "pobema" não, como diria meu pequeno João.

Porém tenho cozinhado no geral, sem tempo, sem muita grana e pra uma quantidade maior de gente que o habitual. Portanto tenho desenvolvido um "estilo" que diz de um método, diz do tipo de matéria prima e, como não?, do "produto" que sai lá no prato. Nomeei o estilo de RÚSTICO. Sem mimimi, frescurite, historitcha. É pá cumê, bora lá! Com sabor e certa velocidade. To adorando. 

O ícone dessa minha nova escola de culinária (hahahahahaha! amham!) é o molho de tomate RÚSTICO. Descoberta linda e maravilhosa que aboliu por fim a presença de molhos de tomate industrializados na minha vida. E nesse caso nada daquele trampo abissal que resulta em meio copo de molho apurado. Nããããããão! Fácil, rápido e diliça total. 

Passeando pela internet em algum momento que deveria estar fazendo alguma coisa, achei algo parecido com essa receita. Se olhar o post original (que sabe deus qual é), não deve ter nadica de nada dessa receita final. Só um bafinho de inspiração... Então vamos lá!

Foto da casa que abrigou esta comilança que vos fala.

Para 5 pessoas:
600gr de acém picado grosseiramente
1 bandeja de cogumelos frescos
10 tomates vermelhinhos e brilhosinhos de taaaanto agrotóxico féla-da-puta que ele recebeu
3 cebolas
1 cenoura grandona
Sal, pimenta do reino e manjericão fresco
1 pacote de macarrão, ou arroz que tbm cai zuper bem

Olha que coisa linda de... deus! Duas panelas - uma de pressão e uma de macarrão. Na pressão refoga uma cebola picada rusticamente e em seguida frita legal a carne nesse refogado. Dps que a carne já tiver douradinha, joga dois tomates picados rusticamente em 8 (mais conhecido como no meio, no meio de novo e de novo no meio). Espera todo o pessoal soltar um pouco de água - o líquido deve cobrir a carne - e tampa a pressão. 40 minutos de confiança. 

Abre a panela e dá uma olhada se a carne já tá desprendendo, desfiando um tanto. Daí joga (como é rústico, tem que tacar mesmo) o resto dos tomates e das cebolas picadas rusticamente tbm (conforme ensinei didaticamente ali no parágrafo anterior). E deixa a vida te levar... vai sentindo o cheiro e vai dando linha na pipa do apetite. (Ah! Vai ouvindo música - dica minha, tomando cerveja e conversando - é comida de fazer com todo mundo na cozinha...)

Quando estiver tudo se desfazendo - na panela e não na vida, pelamor - você joga o cogumelo ou inteiro ou fatiado e a cenoura picada em qq espessura desde que igual entre si. Como diria Hamlet, "é loucura mas tem seu método". E segue na filosofia de botequim e cozinha. (Posso emprestar meus amigos, companheiros de poesia e criação, que fazem o tempo passar deslizando. E assim criamos pra vc mais uma modalidade de Kit Festa Pronta. Chama nóis qui nóis diverte e alimenta. Né não meus companheiros Danilo, Mine, Erika, Luciano e Grilo?!)

Bom, nesse ponto, já é bom ter colocado a água do macarrão pra ferver. Fiz com espaguete fininho e achei uma excelente opção. Como saber nome de tipo de macarrão é coisa de menininha, a regra é: macarrão do tipo comprido e dos mais fininhos. Hou!

Quando a cenoura estiver al dente, tempera a bagaça. Sal, pimenta do reino e manjericão fresco. Pouco. Cuidado com os temperos secos de saquinhos, mesmo honestos, dão sim um gosto de tempero pronto na comida. E comida rústica que se preze é fácil mas nada industrial!!! (Óia eu já estabelecendo as diretrizes da linha rústica de culinária. Ai que orgulho minha irmã sentiria de mim!)

Aí é isso! Tchasca no prato o macarrão com o molho por cima e queijo ralado (que tenha sido queijo mesmo um dia tá? e não algodão!). Bixo! E seja feliz... Não é um rango rápido, por que é bom esse processo pra apurar bem, mas é fácil e muuuuuito gostoso. 

Como deu pra sacar, não tem essa meninice de tirar a casca do tomate não. Fica lá uns pedacinhos de casca enrolado. No sabor e no vizú rústico, não incomoda em nada mas se quiser dá pra despelar antes.

Na minha opinião, entrou pro ranking dos 5 mais, junto com o cláaaaaassico bolo de carne moída com banana e catupiry e os muffins de banana com chocolate.

[Como RÚSTICO q ele é, não produz boas fotografias por que é do tipo bom e feio. Sabe doce que desmonta? Que dá desgosto de olhar e é de comer de joelhos? Tipo isso... Tipo Shrek - ó não! estou fazendo referências públicas aos filmes infantis aos quais sou submetida diariamente... Então pra provar que forma e conteúdo tem que estar coerentes mesmo, segue a foto rústica do rango rústico. E prometo me aplicar no repeteco da receita a fazer fotos esforçadas. :) ]

Sim, eu me envergonho desta foto ruim. Mas como não tenho tradição de fotógrafos para honrar... pega eu!
(Prometo tirar uma melhor...)

Variação possível: fiz com linguiça e alecrim e ficou bem incrível tbm e bem mais rápido já que elimina a primeira etapa de 40 mins da panela de pressão. É só refogar bem a linguiça na cebola e jogar tudu us tumate e as cebola... e dps segue igual, tirando os cogus e trocando o manjericão pelo alecrim.

Gordice possível: o tantinho que sobra, no dia seguinte, ainda mais apurado, com um pãozinho... há de fazer um ser humano feliz!!!

* Ai, tbm preciso postar a receita de acém na cerveja preta - momeeeeeento acéeeeeem da vida da pessoa. Todo um capítulo da vida denominado "descubra o acém e seja feliz".

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sobre lanchinhos saudáveis para festa de criança e para a escola

Vou então falar de comidinhas gostosas e boas para festinha e para lanche da escola também.

Ovinhos de decoração feitos pela Paulinha para a festa.

Nessa festa de dois anos do guri fiz uma quantidade meio exagerada de opções mas fica as dicas:

Primeiro, para beber, para fugir do refri, fizemos chá gelado de sabores diferentes e adoçado com mel. E também essa ideia para servir suco de melancia que é maravilhosa e não muito trabalhosa não! Não servi refrigerante (esqueci tudo no armário) e ninguém pediu!


E cervejinha por que também não se pode exagerar na preocupação nutricional em dias de festa. Aliás, falando em nutricional, devíamos dar cerveja pras crianças, cada copo vale por um pãozinho. Não comeu bem na janta? Preocupado que isso atrapalhe o seu sono... quer dizer, o sono dela?! Dá um copo de cerveja. #brincadeirinha

De comidinhas, fiz bolinho de arroz assado de dois sabores diferentes: o primeiro com arroz 7 grãos, cenoura ralada, cebolinha e queijo mussarela ralado, e o segundo com arroz, tomate, manjericão e queijo mussarela ralado. (Contei com César de mãos dispostas a enrolar uns 800 bolinhos.) Pré-assei umas duas semanas antes, congelei e, na hora de servir, botei no forno por uma meia hora. Sucesso total!!! Não tenho uma receita exata que segui, fiz meio no olho com ovo e farinha de rosca na massa e depois empanado na mesma farinha. Acho uma ideia bem incrível para adultos e crianças, pra festinha e pra lanche. Já fiz também hamburguinhos vegetarianos de cenoura e abobrinha raladas, cebola, queijo, ovo, temperinhos disponíveis e bastante quinua em flocos para dar a liga. Fica delícia também e dá pra servir de petisco com um molhinho de iogurte.

Coerente com o tema “galinha” da festa, fiz milho cozido e muita pipoca. O milho quando acabou deu choradeira entre a criançada. Se alguém precisar relembrar o tempo de cozimento do milho, anota aí: milho cortado no meio, coberto de água por 20 minutos na panela de pressão depois de ferver a água. Diz que não pode por sal se não endurece, eu não sei, mas não pus. Milho também mando pra escola. E pipoca é larica pra criançada e não é podre como fritura ou salgadinho.

João comeu, por baixo, uns 3 milhos inteiros.

Teve também a carne louca de papai que posto a receita em outro momento, a carne moída com moyashi da Mari-vizinha-amada e os rolinhos e barquinhas de legumes de-li-ci-o-sos do Felipe e da Naty, queriiiiiidos, que também merecem um post a parte – aliás o Felipe vale todo um blog a parte! Pouca variedade, não? Aaaaah, foi rolando, fui fazendo, os amigo foram ajudanu, e pronto! Sem esquecer da salada de fruta também para nenhum pequeno passar fome – de fato, não foi o caso. Um dia faço essa:

  Alguém anima de fazer e me conta?

Minha maior sugestão para quem curte festa home-made feita com as próprias mãos é lembrar sempre da frase “o melhor da festa é esperar por ela” e o “melhor da viagem é o planejamento”. Paga uma pizza pros amigos, uma coca pra quem é de coca, uma cerveja pra quem é de cerveja e lota a casa no dia anterior e na manhã do dia para preparar tudo a muitas mãos. A festa fica mais longa, mais cheia de memórias, os amigos se aproximam do guri e todo mundo trabalha de graça sem perceber. Trabalho escravo feito de forma voluntária!!! #brincadeirinha² Alilás aprendi isso com meus pais que deixavam a casa em estado de festa uns dois dias antes e era delicioso. E viva os amigos queridos fazendo tradição na preparação das festinhas de João! Ficha técnica: Zizis, minha companheira na produção dos bolos, Mari na produção dos chás, César na mão-de-obra questionadora, a Val nos biscoitos de galinha, maridão na arrumação ativa da casa, o pessoal que cedeu o beiço as bexigas, Mari e Paulinha, minhas vizinhas queridas e coordenadoras comigo de todo o projeto-festa. E tudumundumais!

Outra coisa que João e todos os guris amigos também amam é fruta seca e as chamadas “madeirinhas”: amêndoas, castanha de caju e do para, amendoim. Vale pra festa – apesar de ser meio caro oferecer amêndoa a rodo para crianças e marmanjos numa festa – e pro lanche nosso e dos guris (lembra da história de comer de 3 em 3 horas?!).

Ufa, escrevi! Essas viagens de avião a trabalho me dão um tempo bem bom para escrever. Quem sabe até retomo o blog com energia.

Sobre a alimentação dos pequenos

Sabem que, embora ogra, sou bastante preocupada com alimentação. Com um guri pequeno então, minha preocupação aumentou. Quero muito que ele goste das gostosuras que são as frutas e os legumes e comida integral e que não tenha um paladar acostumado a caldo de carne, condimentos, muito sal ou muito açúcar. Embora muita gente ache que isso é fazer criança sofrer ("judiação!"), tenho bastante clareza sobre essas opções e as faço para a comida de toda a casa e, é preciso dizer, que tem surtido um efeito bastante positivo. Sem radicalidades mas cheia de cuidados.

Falando em “sem radicalidades”, publico esse post pra reunir uns vídeos bacanas sobre o tema exatamente no dia seguinte ao dia em que João comeu seu primeiro marshmallow industrial verde. :O

Pra começar, apresento dois vídeos que assisti nos últimos tempos e que falam de uma maneira bem elaborada e impactante sobre a importância da alimentação dos pequenos especialmente nos dois primeiros anos de vida. (João fez dois anos, vou despirocar agora!!! Experimenta essa salsicha, esse salgadinho fofura e bora pro McDonalds!)

Esse primeiro do Ministério da Saúde tem um bocado de informação importante de saber e de colocar em prática, claro. Tem uma coisa que ele fala que ficou super forte pra mim e que não tem diretamente a ver com os alimentos que você oferece. Ele fala sobre como o senso de saciedade das crianças é apurado e como com o tempo a gente cuida de estraga-lo forçando a criança a comer quando ela indica que não quer. Fico pensando também como isso transforma o momento da refeição num malabarismo estafante, fazer criança comer quando não quer aliás é uma arte muito chata de desenvolver. E se ela indica que não quer e não comeu nada, na pior das hipóteses, acho, ela vai se ligar que se deu mal. Fazemos isso muito bem em casa, eu acho. Não quer, não quer e pronto. Três coisas que eles colocam no vídeo e que mexi na sequência na nossa organização:

  • começar a comer junto na refeição e não mais dar a comida e depois comer – acho bom pra ele começar a comer sozinho e para a refeição virar um momento gostoso, a três;
  • oferecer os alimentos em separado para ele provar bem os sabores – eu gosto de comer a comida em composições (tipo, o arroz, o purê de abóbora, alface e a carne numa mesma garfada) e fazia meio isso com ele. Mas acho que a criança conhecer o sabor que cada um tem é legal também – nem sei muito bem explicar porquê mas achei bom;
  • e, por último e mais difícil pra mim que sou meio nojentinha, foi inserir miúdos no cardápio. Achei que era lorota mas parece que não. To tentando convencer minha sogra a fazer fígado, por que eu... blargh! Mas já demos coraçãozinho de galinha e ele curtiu!

E uma última coisa é tomar cuidado para não dizer que “Fulaninho não gosto desse ou daquele alimento”. O vídeo coloca que a criança tem que experimentar um alimento pelo menos umas 20 vezes (ou algo assim) e em diferentes formatos, temperaturas, composições antes de se poder dizer que de fato ela não gosta. Vivo ouvindo as pessoas falando que ele não come isso ou aquilo... e volta e meia me pego fazendo o mesmo.


Esse outro é o trailer do filme “Muito além do peso” que vou assistir e há de ser assustador.


Ah, lembrei de mais um que fala também sobre propaganda pra criança e que é essencial para a discussão por que deixa a coisa mais grave ao inserir a alimentação no campo de discussão política. O vídeo tem uma montagem super intencional (que montagem não é, afinal?!) e assusta todo mundo com as escolhas que vimos fazendo aparecendo no comportamento das crianças.


Falei pra dedéu. Mal ae!